Juliana Santilli

Gen 29, 2018 | Personaggi | 0 commenti

Juliana Ferraz da Rocha Santilli, giurista e socioambientalista, di cui va ricordato in particolare l’impegno ultradecennale sul tema dell’agrobiodiversità e dei diritti degli agricoltori, lo scorso 18 novembre ci ha lasciato dopo una lotta di quasi due mesi contro le sequele di unictus. Assieme al marito Marcio Santilli, fu socia-fondatrice dell’Instituto Socioambiental (ISA), ong brasiliana di rilievo e riferimento nazionale ed internazionale.

Pubblico Ministero del Distretto Federale (sede della capitale Brasilia), Juliana aveva 50 anni, era dottore di ricercain Diritto Socioambientale (Pontificia Università Cattolica del Paraná), ed autrice di diversi articoli su temi inerenti ai diritti socioambientali, nonché di libri tra cui vanno ricordati: Socioambientalismo e novos direitos: proteção jurídica à diversidade biológica e cultural e  e direitos dos agricultores,frutto della tesi di dottorato ed opera di riferimento sul tema agrobiodiversità e diritti degli agricoltori, sia in Brasile che in ambito internazionale, anche a partire dalla versione aggiornata successivamente pubblicata in inglese:Agrobiodiversity and the Law: regulating genetic resources, food security and cultural diversity.
Juliana era inoltre ricercatrice associata al programma di ricerca franco-brasiliano PACTA – Popolazioni locali, agrobiodiversitá e saperi tradizionali, sviluppatoin collaborazione tra l’Institut de Recherche pour le Développement (IRD) e la Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Vedasi: https://projetopacta.wordpress.com/
Attivista instancabilenella difesa di agrobiodiversità,sovranità alimentare, saperi tradizionali, lascia unfiglio, Lucas, di 19 anni. A Lucas, oltre che a suo padre Marcio, compagno di vita e militanza di Juliana, il forte abbraccio solidale della RSR e di quanti, in Italia, si sentono partecipi degli ideali e delle battaglie comuni a quelle che erano di Juliana.

Condividiamo le parole a lei dedicate dagli agricoltori brasiliani del Centro di Agricoltura Alternativa (CAA) del Nord di Minas Gerais, con cui Juliana aveva lavorato più intensamente negli ultimi anni.

Juliana (Santilli) esteve no sertão e nunca mais se foi.
Com ela aprendemos os valores imensuráveis que se escondem no germe de uma semente. Com ela a agricultura deixou o singular e saltou ao plural, mesmo mantendo sua singularidade.
Sua diversidade nunca se fez só, pois sempre havia um povo, uma comunidade, uma família, uma agricultora ou um agricultor se fazendo – juntos.
Juliana se apoiou na delicadeza de uma semente que se escondia sob um simples grão e nos desvendou os complexos subterrâneos jurídicos de tentativa de aprisionamento daquilo que, por natureza, se fez por ser livre; com ela ousamos trilhar os caminhos inseguros, pantanosos, onde os direitos dos agricultores se chocavam com os poderosos interesses das corporações.
Com Juliana Santilli, os sertanejos do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha se descobriram participantes de um mundo muito maior do que podíamos supor pois, como ela mesma nos disse, são imbricados os patrimônios genético e cultural presentes no planeta.
Foi nessas ousadias que Juliana aportou nos corações de tantos e tantas que no sertão vivem, que do sertão vivem.
Acompanhamos desde aqui, no silêncio das noites sem fim, sua luta que, de repente, mudou de planos, como a nos dizer a todos que a vida, como um sopro, continua como frutos, que também continuam como sementes e vão germinar em outros mundos, deixando em nossas memórias o aroma do seu encantamento.
Juliana esteve no sertão e nunca mais se foi, pois as sementes que por aqui espalhou frutificaram. E seguem todas em seu mundo encantado.
Juliana esteve na aldeia e nunca mais se foi.
Juliana esteve na floresta e nunca mais se foi.
Juliana esteve onde esteve e ficou para sempre.
Leva o carinho e o reconhecimento de centenas e centenas de pessoas, famílias e comunidades que tiveram a honra de conhecer Juliana Santilli.
Carlos Dayrell, Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas

Personaggi

Pia Pera

Pace, poesia e passione fra giardini e orti sociali “Il giardino che vorrei” di Pia Pera: il libro perfetto per rasserenare l'animo. Anche solo immaginare di curare un angolo verde può essere di aiuto ... Mantova, 14 settembre 2009. Photo by Leonardo Cendamo Mi è...

Personaggi

Raffaele Ciferri

Nato nel 1897 a Fermo, si laureò in Scienze Agrarie all'Università di Bologna nel 1919 dopo aver vissuto una pesante esperienza come ufficiale nella Grande Guerra. Dal 1921 si dedicò a ricerche fitopatologiche presso il laboratorio di patologia vegetale della...

Personaggi

Martin Wolfe

Abbiamo affidato a Salvatore Ceccarelli il ricordo di Martin Wolfe, un amico inglese che si è sempre battuto per la diversità. Il Professore Martin Wolfe è morto serenamente nella sua casa il 10 marzo 2019 all’età di 81 anni. Era stato ricoverato d’urgenza in...

Vuoi rimanere aggiornato?

Iscriviti alla Newsletter RSR e ricevi solo notizie e articoli su Agrobiodiversità, inviti ad eventi, iniziative dei nostri Soci.

Send this to a friend